PRR ultrapassa 10 000 milhões em pagamentos, mas as instituições da economia social ficam com uma fatia ainda modesta, segundo o último relatório de monitorização.
Os pagamentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ultrapassaram 10 057 milhões de euros até à última quarta-feira, conforme revela o mais recente relatório de monitorização — um marco que corresponde a 45% da dotação e valor contratado e a 42% do montante aprovado.
Apesar da dimensão global deste fluxo de fundos, as instituições da economia social e solidária receberam apenas 337 milhões de euros — uma parcela significativamente menor face aos montantes distribuídos para empresas, entidades públicas ou autarquias.
De acordo com o relatório, as empresas privadas lideram os pagamentos do PRR, tendo recebido 3 657 milhões de euros até agora. A seguir aparecem as entidades públicas (2 047 milhões), autarquias e áreas metropolitanas (1 400 milhões), empresas públicas (1 061 milhões), escolas (605 milhões) e ensino superior (404 milhões)
O relatório de aprovações de projetos também destaca a economia social — com 823 milhões de euros aprovados para instituições deste setor. No entanto, só 337 milhões já foram pagos, o que indica uma discrepância entre o que está previsto para a economia social e o que efetivamente chega às suas entidades.
O PRR, com execução prevista até 2026, foi desenhado com o objetivo de fomentar reformas, apoiar investimentos estratégicos e gerar emprego em Portugal, especialmente após os impactos da pandemia da COVID-19.
Para as instituições da economia social — como IPSS (instituições particulares de solidariedade social), cooperativas, instituições de solidariedade ou outras entidades sem fins lucrativos — esse financiamento representa uma oportunidade importante para reforçar respostas sociais, desde a saúde e apoio aos cuidados à infância e envelhecimento até inovação social.




