As organizações representativas do Setor Social e Solidário – CNIS, Confecoop, União das Misericórdias e União das Mutualidades Portuguesas – defendem a inclusão dos “dirigentes ativos” das instituições com lares e dos trabalhadores do Serviço de Apoio Domiciliário na primeira fase de vacinação Covid-19.
O apelo foi lançado numa reunião, por videoconferência, com o Coordenador da Task-Force do Plano Nacional de Vacinação, Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo, solicitada pelas quatro entidades, tendo em conta as divergências de interpretação que têm prejudicado “injustamente” a reputação dos dirigentes de instituições sociais.
Estas organizações representativas do setor social e solidário entendem que os dirigentes com um papel ativo e imprescindível no funcionamento dos lares devem integrar a primeira fase da vacinação, em simultâneo com os seus trabalhadores, na medida em que correm os mesmos riscos de contágio, porque contactam diretamente com os trabalhadores e utentes, partilham o mesmo espaço e as mesmas instalações.
Da mesma forma, consideram pertinente a inclusão dos trabalhadores dos Serviços de Apoio Domiciliário (SAD) nesta primeira fase de vacinação, dado que prestam serviços pessoais essenciais a idosos que permanecem no domicílio, podendo constituir veículo de infeção desses utentes. Em muitos casos, acresce que os SAD funcionam de forma articulada com os lares e os seus profissionais são os primeiros a serem mobilizados para reforço ou substituição dos trabalhadores dos lares.
A União das Mutualidades Portuguesas esteve representada nesta reunião pelo Presidente do Conselho de Administração, Luís Alberto Silva, onde defendeu, também, a inclusão dos médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica nesta fase do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19.




