UMP participa nas cerimónias do Dia Mundial da Saúde

O Presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva, marcou presença na cerimónia de comemoração do Dia Mundial da Saúde que teve lugar no Palácio de S. Bento, no passado dia 7 de abril. A cerimónia contou, igualmente, com a presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, do Diretor-geral da Saúde, Francisco George, do Secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Araújo e do Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

Durante o evento, e tendo em conta que este ano é dedicado à Diabetes, foi abordada a problemática da chamada “doença silenciosa”, quer no que respeita à necessidade de aumentar consciencialização económica, política e social em torno do problema, quer no que respeita à importância de se desenvolverem medidas de prevenção que combatam, na génese, esta doença. Neste âmbito, foram assinados protocolos entre a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), Associação de Refinadores de Açúcar Portugueses (ARAP) e a Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), com vista ao consumo responsável e equilibrado de açúcar.
A cerimónia foi, também, marcada pela entrega do Prémio Nacional de Saúde ao neurocirurgião João Lobo Antunes pela sua “notabilíssima e duradoura contribuição para o desenvolvimento da ciência médica e da neurocirurgia em Portugal”, e ainda um prémio honorário ao que é considerado o “pai” do SNS, António Arnaut, que ocupou, no II Governo Constitucional, o cargo de Ministro dos Assuntos Sociais, tendo sido o autor do despacho de 1978 que abriu portas para a criação do SNS, um ano depois.
É indiscutível que o SNS é uma grande conquista social, mas nos últimos anos, acentuando-se nos últimos três, assistimos a uma certa degradação ou debilitação do SNS com aumento das listas de espera, um certo racionamento de recursos, meios auxiliares de diagnóstico e medicamentos. Neste sentido, Luís Alberto Silva considerou que a UMP é um parceiro fundamental no processo de reforma dos sistemas de saúde, em especial no que às medidas de prevenção diz respeito, recordando, para o efeito, o projeto “Prevenir para Ganhar”, promovido pela UMP, que englobou a realização de rastreios de saúde e ações sensibilização que se destinaram à promoção da educação para a saúde, cidadania ativa, bem-estar e vida saudável.
Para Luis Alberto Silva “o movimento mutualista deve ter um papel ativo nesta problemática já que um dos seus fins fundamentais é o da saúde”. De acordo com o Presidente, as Mutualidades podem contribuir ativa e eficazmente para a resolução dos problemas na esfera da saúde. ” O SNS tem como base o princípio da solidariedade, e o mesmo acontece com o Mutualismo. Estamos abertos à transferência de equipamentos do Governo, como Unidades de Saúde Familiar Tipo C e hospitais, dando, assim, resposta a mais de um milhão de portugueses sem médico de família”, referiu.

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