Na VII Reunião Anual de Presidentes Mutualistas, realizada este sábado, 25 de janeiro, em Ílhavo, foi apresentado o painel “Novos Horizontes para o Mutualismo 2025-2028”, que destacou estratégias e desafios para fortalecer o setor no mandato dos órgãos associativos eleitos em dezembro últimos. Os oradores foram os presidentes da Mesa da Assembleia Geral, Carla Silva, do Conselho de Administração, Luís Alberto Silva, e do Conselho Fiscal, Armanda Pereira; que conduziram a sessão, traçando um paralelo entre a realidade da União das Mutualidades Portuguesas (UMP) em 2011 e no final de 2024, e as grandes metas para o futuro.
Armanda Pereira começou por caracterizar os principais indicadores da atividade da UMP com base no Relatório e Contas de 2011 (Luís Alberto Silva iniciou a sua primeira presidência em janeiro de 2012). Carla Silva descreveu o cenário atual e destacou a transformação significativa operada na última década. De 2 para 34 trabalhadores, de um orçamento de 304 mil para 1,1 milhões de euros, de 2 gabinetes especializados para 11, de 8 representações em organizações e grupos de trabalho nacionais para 43 e de uma representação internacional para quatro, além da incontornável evolução ao nível da atividade e do suporte especializado prestado às suas filiadas.
Luís Alberto Silva aprofundou os eixos estratégicos para 2025-2028, apresentando iniciativas como o reforço da representatividade da UMP em Portugal e no cenário internacional. Destacou a necessidade de influenciar políticas públicas, ampliar parcerias internacionais e preparar o movimento para a presidência portuguesa no Comité Intercontinental da União Mundial das Mutualidades. “Queremos posicionar o mutualismo português como referência global, mostrando que somos uma solução social adaptada aos desafios contemporâneos”, afirmou.
O presidente da UMP abordou a intenção de construir um Centro de Recursos Mutualistas, estudar um serviço mutualista de saúde integrado à escala nacional e o conceito de cartão de benefícios mutualistas. “O nosso objetivo é ampliar a proteção social e garantir que as mutualidades estejam preparadas para liderar soluções à medida das necessidades da sociedade, sustentáveis e inovadoras nos próximos anos”, concluiu.
O painel destacou ainda a importância de fortalecer a identidade do mutualismo, com novos programas de formação para dirigentes, publicações que valorizem o património histórico do movimento e eventos mais abrangentes.
Os presidentes e dirigentes participantes foram convidados a contribuir com propostas e ideias para a construção do plano estratégico 2025-2028 da UMP, reforçando o compromisso coletivo em abrir novos horizontes para o setor.




