A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) defende que o as comparticipações do Estado às respostas sociais previstas no memorando de entendimento celebrado, no início de setembro, entre o Governo, as associações mutualistas, misericórdias, IPSS e cooperativas terão de ser revistas, de forma a acomodar o impacto do aumento do salário mínimo na sustentabilidade das instituições.
Saudando o aumento do salário mínimo para 820 euros, já a partir de janeiro, pelo que representa para a valorização dos trabalhadores, a UMP manifesta, por outro lado, as preocupações das associações mutualistas, especialmente das que dinamizam respostas sociais, com o seu equilíbrio orçamental, sabendo-se que a folha salarial representa aproximadamente 70 por cento dos seus custos de funcionamento. A UMP considera que será necessário discutir, no quadro da Comissão Permanente do Setor Social e Solidário, a revisão da tabela destas comparticipações e retomar as negociações conducentes à celebração do Compromisso de Cooperação para o Setor Social 2023-2024.




