Revisão do CCT das Mutualidades procura atrair e reter talentos

O acordo de revisão do Contrato Coletivo de Trabalho das Mutualidades, celebrado entre a União das Mutualidades Portuguesas (UMP), a Federação Nacional da Educação (FNE) e 16 outros sindicatos da UGT, “assegura condições laborais justas para os trabalhadores e condições sustentáveis para as mutualidades”.

Nas intervenções que antecederam a formalização do acordo, o Presidente da UMP, Luís Alberto Silva, sublinhou que a revisão desta convenção coletiva está alinhada pelos objetivos da agenda para o trabalho digno, ao “valorizar o trabalho, criar condições atrativas para a entrada de jovens nas mutualidades, proporcionar um ambiente que retenha talento e, acima de tudo, ao reconhecer o compromisso exemplar dos trabalhadores com a missão e valores das associações mutualistas”.

Em nome da FNE, o Vice-Secretário Geral da estrutura, José Ricardo Coelho, realçou que “este acordo valoriza o diálogo bipartido entre empregadores e sindicatos e promove um reforço das relações de trabalho dentro das mutualidades”.

Consciente “do muito que ainda há por fazer” com vista a um maior reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo setor social e solidário na sociedade portuguesa, sustentou que “compete a sindicatos e empregadores exigir do Estado, um olhar mais atento para toda a economia social, se queremos que ela continue a ser um pilar essencial de um conjunto de respostas sociais que ao próprio Estado compete assegurar”.

O Secretário Geral da UGT, Mário Mourão, associou-se a este acordo, tendo assumido o compromisso de, em sede de concertação social, “não esquecer este setor tão importante que a nossa sociedade tem, que é a economia social”.

A cerimónia decorreu no Dia Internacional da Mulher, tendo a UMP assinalado a efeméride, oferecendo uma flor a cada uma das mulheres presentes no auditório d’A Mutualidade de Santa Maria.

Segundo a última edição da Conta Satélite da Economia Social, o universo das associações mutualistas gera um valor acrescentado bruto superior a 327 milhões de euros, suportando mais de um terço dos impostos pagos ao Estado pelo setor da Economia Social.

O Movimento Mutualista proporciona soluções complementares de segurança social, cuidados de saúde, respostas sociais à infância, idosos e pessoas vulneráveis, entre outras, a mais de 2,5 milhões de portugueses.

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