O primeiro-ministro, António Costa, apresentou, hoje, em Coimbra – numa sessão onde esteve representada a União das Mutualidades Portuguesas, com a presença do Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Aberto Silva – o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que abrirá caminho à chegada a Portugal das verbas da bazuca europeia para fazer frente à crise provocada pela pandemia. As mutualidades, as IPSS, as misericórdias e as cooperativas são parceiros, que para a execução deste plano, o Governo considera como “absolutamente essenciais” para a criação da nova geração de respostas ao nível da área Social.
Em linhas gerais, António Costa anunciou que o Governo vai gastar 5.100 milhões de euros para enfrentar a pandemia, com redução de investimento público e aposta no apoio às empresas. Dessas verbas, 10% de um total de 14 mil milhões de euros vão para as regiões autónomas.
Na área Social, o PRR valorizará a capacitação e projetos diferenciadores, com componentes de inovação. Contudo, segundo António Costa, os parceiros da economia social e da solidariedade, entre os quais as mutualidades, serão preponderantes para a constituição de uma rede integrada de cuidados continuados e paliativos. “Será também com eles a criação de uma bolsa de alojamento urgente e temporário destinada a sem-abrigos, vítimas de violência doméstica e migrantes temporários” – salientou o governante.
O Primeiro-Ministro considera que as mutualidades, as IPSS, as misericórdias e as cooperativas serão “absolutamente essenciais” para a construção da “nova geração de equipamentos e respostas sociais”.
O PRR é um plano com prazo de execução de três anos, que totaliza 16.643 milhões de euros: 13.944 milhões em subvenções e 2.699 milhões em empréstimos.
(Foto extraída da transmissão em direto da apresentação do PRR)




