Presidente da UMP lembra que mutualismo andou à frente do Estado

“O mutualismo andou à frente do Estado na proteção social”, destacou o Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, na abertura da sessão evocativa do Berço do Mutualismo, que decorreu, no último sábado, em Torres Novas, e onde realçou o papel histórico do mutualismo na sociedade portuguesa e alguns dos desafios para o futuro.

Luís Alberto Silva afirmou que, no presente, as mutualidades concedem benefícios complementares de saúde e segurança social a mais de um milhão de associados, geram um valor acrescentado bruto de 380 milhões de euros na economia e prosseguem respostas sociais dirigidas à infância, idosos e cidadãos vulneráveis.

Perante os desafios de uma sociedade em profunda transformação e em processo de envelhecimento, exortou as mutualidades “a mostrar um outro arrojo, no desenho e na promoção e divulgação de soluções mutualistas modernas, inovadoras e ajustadas às necessidades dos cidadãos”, nomeadamente nas pensões complementares, nos mecanismos de proteção social da “geração dos recibos verdes”, na assistência social ou nos cuidados de saúde, tendo em conta os problemas de acesso dos cidadãos ao SNS.

“Um Estado que se preocupa com o futuro e o bem-estar dos seus cidadãos, não deveria ter complexos em incentivar a proteção social voluntária e responsável junto das mutualidades”, disse, lembrado que elas são, também, “um pilar incontornável do estado social”, que fazem reverter os resultados da gestão das soluções mutualistas em respostas sociais e de saúde.

Luís Alberto Silva apelou ao contributo da Secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes, para a resolução dos constrangimentos que as mutualidades enfrentam, nomeadamente os relacionados com o Código das Associações Mutualistas, a prestação de cuidados de saúde e as farmácias sociais.
“Portugal e os Portugueses podem contar com as mutualidades”, terminou o dirigente, referindo, ainda, que “aquilo que move os mutualistas é a construção de uma sociedade solidária, mais justa e inclusiva, baseada numa cidadania ativa e responsável”.

Em Portugal, estão registadas na Segurança Social, cerca de uma centena de associações mutualistas que concedem benefícios complementares de saúde e segurança social a mais de um milhão de associados e cerca de dois milhões e meio de beneficiários, e que geram um valor acrescentado bruto de 380 milhões de euros na economia nacional.
Além de soluções de previdência social, as mutualidades operam na área da saúde, prestando assistência médica e medicamentosa, através de hospitais e clínicas mutualistas e farmácias sociais.

Prosseguem respostas sociais dirigidas à infância, aos idosos e aos cidadãos mais vulneráveis, proporcionam formação profissional e para a inclusão e habitação a custos acessíveis, entre outras atividades.

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