Na impossibilidade de estar presente na sessão evocativa do Berço do Mutualismo em Torres Novas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dirigiu uma mensagem, na qual realçou o significado da cerimónia.
“Evocar o nascimento do movimento mutualista através da Confraria de Fungalvaz… é fazer coincidir diacronicamente as reivindicações de proteção social e assistência aos mais desfavorecidos com a história do nosso país”, escreveu, sublinhando que esse é “o legado que hoje podemos recordar e saudar”, como forma de perspetivar o futuro. Para Marcelo Rebelo de Sousa, o trabalho social das mutualidades não termina ao fim de nove séculos de história.
Salientando os desafios económicos e sociais do presente e a evolução demográfica da sociedade, considera que “o movimento mutualista em particular, mas todo o setor social, estão convocados para lhes responder. Com proximidade e solidariedade. Com sentido humanista e vocação social. Com assertividade e voluntarismo”.
E porque os desafios não se esgotam no presente, as mutualidades estão obrigadas a pensar o futuro. “Com a necessária capacitação dos recursos humanos, de forma a fazerem face a uma sociedade mais digital. Com a modernização das estruturas e das respostas de previdência e proteção social, adaptadas às exigências de um novo ambiente económico e sociais. Com inovação e recursos tecnológicos para facilitar a assistência e as soluções. Sem nunca esquecer a vocação primeira, humanista, de proximidade e solidariedade”, sublinha.
A mensagem do Presidente da República termina com “uma palavra de agradecimento ao movimento mutualista pelo passado que traçou, e também de confiança naquilo que o futuro reserva”.




