O Presidente da Direção da Associação Familiar Vimaranense, Augusto Abreu, foi distinguido pela União das Mutualidades Portuguesas, com o Prémio Mutualismo e Solidariedade, durante a Sessão Evocativa online do Dia Nacional do Mutualismo.
O evento, que foi transmitido esta quarta-feira, através do canal de YouTube das Mutualidades Portuguesas, serviu ainda para evocar os 723 anos do mutualismo em Portugal e agraciar outras personalidades como o Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, o Cardeal José Tolentino de Mendonça, arquivista e bibliotecário do Vaticano (ambos com o Prémio Mutualismo e Solidariedade Internacional) e o Presidente da Câmara de Espinho, Pinto Moreira (Prémio Cidadania e Solidariedade).
Com 40 anos de ligação ao Movimento Mutualista, os últimos 12 dos quais como Presidente da Associação Familiar Vimaranense, Augusto Abreu, encarou a atribuição do Prémio como “um gesto de reconhecimento do trabalho que a Associação tem vindo a desenvolver”. E, na intervenção que proferiu, fez questão, também, de partilhar o galardão com os dirigentes que o acompanham e os 13 trabalhadores da instituição que “dão a cara perante os associados e colocam em prática as decisões” dos Órgãos Associativos.
Nos fundamentos da distinção, a UMP realça o percurso de Augusto Abreu, enquanto mutualista e cidadão, que se identifica com os princípios e valores do Mutualismo, e sublinha que a sua gestão “fica ligada a um forte investimento no rejuvenescimento da Associação, na comunicação e na excelência dos serviços de assistência médica aos associados”.
Na intervenção evocativa do Dia Nacional do Mutualismo, o Presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva exaltou o riquíssimo historial do Movimento Mutualista, desde a criação da Confraria dos Homens Bons de Beja, em 1297, até aos nossos dias. “Nesta hora, cumpre-nos gravar a letras douradas um profundo obrigado a todos os Dirigentes e aos colaboradores das Mutualidades, que, na crise pandémica, proporcionaram uma resposta exemplar a quem precisava e que estão no terreno a cooperar com o Estado na reanimação económica e social do país”, afirmou.
Destacando o diálogo e a cooperação que têm marcado as relações com o Governo, Luís Alberto Silva não deixou de alertar para os “sérios constrangimentos” que o Movimento enfrenta. Como exemplo, apontou o Código das Associações Mutualistas em vigor desde setembro de 2019 que, “ao invés de contribuir para a modernização e desenvolvimento do setor, está atrofia-lo”. O dirigente considerou que se “torna imperioso que o governo reveja de imediato” o documento e que o faça “em diálogo construtivo e em proximidade com as mutualidades”.
O representante máximo da UMP reforçou também a necessidade de o governo expurgar da lei, “sem mais delongas” obstáculos legais e burocráticos que se têm erguido ao licenciamento e abertura de novas farmácias sociais.




