Primeiro-Ministro valoriza papel do mutualismo

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, garantiu, esta sexta-feira, que o Governo continuará a reforçar a parceria com as mutualidades portuguesas, reconhecendo o papel determinante destas instituições na coesão social, na saúde e na proteção das populações mais vulneráveis, durante a sessão evocativa dos 850 anos do mutualismo em Portugal, promovida pela União das Mutualidades Portuguesas (UMP), no Hotel Solverde, em Vila Nova de Gaia.
Perante uma plateia de dirigentes mutualistas, representantes do setor social, autarcas, académicos e convidados institucionais, o chefe do Governo sublinhou o seu apreço pelo trabalho das mutualidades, que “nasceram de forma espontânea, pelo impulso das pessoas, e que assentam nos valores da confiança, entreajuda, reciprocidade e cidadania”.
O Primeiro-Ministro defendeu ainda uma relação de maior estabilidade e previsibilidade entre o Estado e o setor social, revelando que o Governo pretende avançar para uma lei de financiamento das instituições sociais que estabeleça mecanismos automáticos de atualização das comparticipações públicas.
“O Estado deve fazer tudo o que puder para tornar mais ágil e mais eficiente a gestão das instituições sociais”, afirmou, considerando que isso representa também uma melhor utilização dos recursos públicos.
Luís Montenegro destacou igualmente o aumento da consignação do IRS para as instituições sociais e valorizou o diálogo que tem existido entre o Governo e a União das Mutualidades Portuguesas, reconhecendo o contributo do setor mutualista na construção de soluções para as políticas sociais.
“A evocação dos 850 anos do mutualismo não é apenas reconhecimento pelo passado. É também esperança e confiança naquilo que ainda pode ser feito”, afirmou, terminando com um agradecimento “em nome dos portugueses”, por aquilo que as mutualidades fazem pela coesão social, pelo combate à pobreza e pela valorização das pessoas”.