Realizou-se, no passado dia 18 de novembro, o seminário “Lutar contra a Pobreza: a realidade e as propostas do sector social em Portugal”, no Auditório CGD do ISEG, em Lisboa.
Este evento foi promovido pela EAPN Portugal, em parceria com as entidades que integram o Grupo de Trabalho Para uma Estratégia Nacional de Luta Contra a Pobreza, e procurou reunir entidades e personalidades que trabalham na área social, com o propósito de debater as temáticas da exclusão social e da pobreza, com especial enfoque no nosso país. A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) também esteve presente neste seminário, dando nota de que esta problemática exige maior consciencialização pública, não só do Estado como, dos parceiros sociais e da comunidade.
Os vários intervenientes defenderam a urgência e importância de traçar uma estratégia eficaz que busque, na medida do possível, a erradicação da pobreza e da exclusão social em Portugal, assumindo que se trata de um direito básico de todos os cidadãos, o direito a uma vida condigna.
Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que encerrou o seminário, defendeu que a luta contra a pobreza e exclusão social tem ser uma prioridade nacional e tem de sê-lo duradouramente, pedindo “menos palavras e mais ações” coletivas e transversais.
“Vale a pena insistir, aqui, hoje, a propósito de um tema concreto (…), no sentido de ver se é possível da parte de patronato e sindicatos, de um lado, e de hemisférios político-partidários diferentes, de outro, dar alguns passos no curto prazo, preparando o médio e o longo prazo no domínio da tal estratégia de erradicação da pobreza”, apelou o chefe de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a luta contra a pobreza deve ser uma prioridade uma vez se trata de “uma luta feita de decisão política”. Por isso, defendeu, ser necessário um consenso que atravesse o sistema político e social e que os parceiros desses dois sistemas estejam atentos às raízes sociais dos problemas vividos no país.
A propósito da temática, “a UMP tem vindo a apelar para que se apreciem e se debatam conjuntos de problemas, como os respeitantes à pobreza, à exclusão social, ao ambiente, à saúde e à própria proteção, mostrando-se disponível para cooperar com o Estado e demais organizações na resolução, não só dos problemas emergentes como dos vindouros. A pobreza, a exclusão social e a precariedade são flagelos que afetam todas as sociedades, constituindo desígnios nacionais, europeus e mundiais, sendo que a necessidade de as combater é, por si só, um dever… Um dever não só do Estado, como da sociedade civil, através da participação direta das pessoas e através das organizações que foram criadas para resolverem problemas concretos, de pessoas concretas, como é o caso das mutualidades”, referiu Ana Maria Silva, Vice-presidente da Associação Internacional das Mutualidades (AIM).
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