A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) e o Município de Macedo de Cavaleiros estão a estudar a deslocalização da sede do projeto de inovação social (Des)construir, (Re)pensar, (Re)educar, na área da prevenção da saúde mental, para instalações mais espaçosas, modernas e confortáveis, que permitam reforçar e diversificar a intervenção desenvolvida no território.
O presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, a vereadora com o pelouro da Área Social, Cristina Pires, e o Presidente da UMP, Luís Alberto Silva, reuniram na última semana para analisar diferentes alternativas e visitar possíveis novos espaços, com melhores condições do que aquelas que atualmente dispõe numa antiga escola do município. No final do encontro, Luís Alberto Silva, sublinhou que “o novo ano deste projeto que a UMP está a concretizar em Macedo de Cavaleiros vai iniciar-se em novas instalações, reunindo melhores condições e maior potencial para desenvolver outras iniciativas socialmente impactantes”.
O projeto (Des)construir, (Re)pensar, (Re)educar, promovido pela UMP, constitui uma resposta inovadora na área da saúde mental juvenil, distinguindo-se pela utilização da arte como ferramenta terapêutica. Desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, que integra profissionais das áreas da psicologia, educação social e expressão artística, o projeto assenta numa metodologia que privilegia a Arteterapia enquanto meio facilitador da expressão emocional, promovendo o bem-estar psicológico, a inteligência emocional e a regulação emocional de crianças e jovens.
A intervenção dirige-se a alunos do 5.º ao 12.º ano de escolaridade da região de Trás-os-Montes, envolvendo igualmente os seus contextos educativos e familiares, numa abordagem integrada e comunitária. Para além de sessões de acolhimento e capacitação dirigidas a alunos, docentes, não docentes e encarregados de educação, o projeto desenvolve Laboratórios Colaborativos, onde diferentes linguagens artísticas são utilizadas como instrumentos de autoconhecimento, gestão emocional e prevenção de situações de ansiedade, depressão, isolamento social e insucesso escolar.
Atualmente, o projeto encontra-se em fase ativa de implementação, envolvendo 10 turmas e 128 alunos, prevendo-se o alargamento da intervenção a mais 100 participantes. Estruturado para um período de 36 meses, o projeto conta com uma ampla rede de parcerias institucionais, incluindo agrupamentos de escolas, municípios, entidades da área da saúde, ensino superior e ação social, bem como com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian enquanto investidor social e o cofinanciamento da União Europeia, através do Portugal 2030 (Parcerias para o Impacto, Portugal Inovação Social).




