A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) manifestou a disponibilidade e o interesse das associações mutualistas em estabelecer parcerias com a Câmara Municipal do Porto para a resolução de problemas de habitação a custos acessíveis no Município.
Numa reunião com o Vereador que tutela o pelouro da Habitação na autarquia, Pedro Baganha, o Presidente da UMP, Luís Alberto Silva, expressou o interesse de várias mutualidades em alargar a sua atuação na área da habitação, no Porto, onde o movimento mutualista tem uma forte presença.
O líder máximo da UMP considera que o problema da habitação “só se resolve com o envolvimento do Estado, das autarquias e dos setores privado e social” e que, na atual conjuntura é favorável. “A Câmara do Porto atribui prioridade ao investimento na habitação, o Estado disponibiliza fundos significativos do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] para esse efeito e as mutualidades, que são entidades elegíveis nas candidaturas a esses apoios, estão vivamente interessadas em ter mais expressão neste setor”, explica.
No âmbito do PRR, está a decorrer um período para candidaturas ao programa de apoio ao acesso à habitação e à Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário, nas quais as mutualidades são consideradas entidades elegíveis.
Neste encontro com Fernando Baganha, fez-se acompanhar por Hélder Pinheiro, Presidente da Previdência dos Ferroviários Portugueses, uma associação mutualista que administra uma carteira de 180 imóveis em regime de arrendamento a custos acessíveis e a , no Porto, e que, a exemplo de outras congéneres, está apostada em investir nesta área.
O universo mutualista no Porto é constituído por 12 mutualidades, muitas delas centenárias, que congregam mais de 140 mil associados e desenvolvem uma atividade relevante nas áreas da previdência social, concedendo benefícios complementares de segurança social e saúde a cerca de 280 mil beneficiários; proteção social, com respostas à infância, idosos e pessoas vulneráveis; e habitação.




