Amanhã (sexta-feira, 7 de maio), Portugal vai acolher a Cimeira Social do Porto – o ponto alto da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia – e com a qual se pretende marcar a agenda europeia para a próxima década. E, nessa agenda, a União das Mutualidades Portuguesas (UMP) quer ver incluída e reforçada a defesa da Economia Social e do Emprego, áreas sobre as quais o Movimento Mutualista “tem uma palavra a dizer.
“Esta é a hora da União Europeia dar o devido relevo ao papel da economia social enquanto fator de progresso e desenvolvimento dos territórios, gerador de emprego, promotor da inclusão e impulsionador de uma cultura humanista” – considera o Presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva, sublinhando o importante papel que as mutualidades continuam a desempenhar junto dos portugueses e dos europeus.
“Na Europa do século XXI, marcada por tantas incertezas, o modelo mutualista continua a ser uma resposta moderna, virtuosa e de futuro na proteção e previdência social e na saúde” – destaca o dirigente, à margem das Jornadas Mutualistas Regionais que esta quarta-feira se iniciaram em Setúbal, e que depois de amanhã acompanhará a Cimeira Social do Porto.
Luís Alberto Silva acredita, por isso, que, neste Pilar Europeu dos Direitos Sociais, as mutualidades têm uma palavra a dizer e não podem ficar à margem “desta oportunidade soberana de iniciarmos um caminho para uma Europa económica e socialmente forte e coesa e que garanta, aos cidadãos, uma vida digna, estabilidade, bem-estar, proteção social e esperança no futuro”.
O facto de o desenho traçado pelo Plano de Ação deste Pilar Europeu dos Direitos Sociais ter como uma das suas prioridades o emprego e o desenvolvimento de competências e por valorizar a economia social como motor de criação de emprego qualificado e remunerado é motivo de satisfação para o presidente que, por isso – confessa – “aguarda com enorme expectativa para perceber até onde vai o grau de comprometimento dos líderes europeus com os objetivos definidos pela Comissão”.
“É desejável um consenso europeu em torno do apoio aos investimentos na economia social, nos equipamentos e novas respostas sociais e competências dos seus recursos humanos, assim como à transição digital e climática” – aponta, sublinhando: “As associações mutualistas integram a família da economia social e, ao longo de séculos, têm dado provas da sua resiliência e capacidade de adaptação a diferentes conjunturas, pelo que é importante apostar em medidas e instrumentos que abram caminho à sustentabilidade quer das mutualidades quer de todos agentes da economia social”.
A Cimeira Social do Porto realiza-se na próxima sexta-feira (7 de maio) e tem por objetivo reforçar o compromisso dos Estados-Membros, das instituições europeias, dos parceiros sociais e da sociedade civil com a implementação do Plano de Ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.
Este Plano de Ação, apresentado pela Comissão Europeia em março, propõe um conjunto de iniciativas e estabelece três metas principais a atingir até 2030 ao nível europeu.
São elas a taxa de emprego de, pelo menos, 78% na União Europeia; a formação anual para, pelo menos, 68% dos adultos; e a redução do número de pessoas em risco de exclusão social ou de pobreza em, pelo menos, 15 milhões de pessoas, entre as quais 5 milhões de crianças.




