O Conselho Nacional para a Economia Social (CNES) analisou, na terça-feira, 30 de novembro, os termos de um acordo para a formação profissional e qualificação do setor da Economia Social e da proposta de criação de um Centro Protocolar de Formação Profissional para o setor. Os membros do CNES vão apresentar os seus contributos para o documento até ao dia 3 e, na semana seguinte, poderá estar em condições de ser subscrito por todas as entidades, entre as quais a União das Mutualidades Portuguesas.
Este acordo tem em vista, também, assegurar a participação do setor “na definição, implementação e acompanhamento dos programas de formação profissional, incluindo no acompanhamento do Quadro Financeiro Plurianual 2021/2027, contribuindo desta forma para construir uma resposta coerente e eficaz às necessidades formativas do setor, visando a sua modernização, a inovação, a eficiência da sua gestão e a promoção da sua sustentabilidade e o desenvolvimento organizacional das suas entidades”.
Nesse âmbito, está prevista a criação de um Conselho de Formação e Qualificação para a Economia Social, que a UMP se disponibilizou a integrar, que terá como missão identificar as necessidades formativas do setor e acompanhar e validar a adequabilidade dos programas de formação, no que respeita aos seus objetivos, conteúdos e condições de acesso a financiamento.
Está previsto, em articulação com as estruturas representativas do setor da economia social, instituições do ensino superior e operadores de formação, o desenvolvimento de vários programas de formação e qualificação para dirigentes e trabalhadores, em áreas como a gestão, qualidade, inovação, impacto social, assim como em áreas emergentes como a economia do cuidado e a gerontologia, transição digital e ambiental.
A criação de um centro protocolar de formação profissional para o setor, tem em vista responder às “necessidades permanente de formação e aos desafios emergentes que se colocam ao setor, que exigem uma contínua atualização de conhecimentos e competências, potenciando o aumento da oferta formativa específica, o desenvolvimento de formação contínua à medida, bem como o acesso à mesma por dirigentes, trabalhadores/as e voluntários/as das entidades da economia social”.
Nesse sentido, o CNES propõe que o Governo defina uma calendarização e um plano de ação, que serão propostos para discussão conjunta aos membros do CNES e que concretizem uma estratégia integrada de desenvolvimento da formação profissional para o setor.




