Assembleia Geral da UMP aprova Relatório e Contas de 2021

O Relatório e Contas de 2021 da União das Mutualidades Portuguesas foi aprovado, sem votos contra, pela Assembleia Geral, na reunião magna realizada no dia 21, no auditório Tec-Maia, em Moreira da Maia.

Não obstante os constrangimentos decorrentes da pandemia que marcaram indelevelmente 2021, o Presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva, fez um balanço “muito positivo” de um ano em que “o papel das mutualidades na previdência e proteção social e na prestação de cuidados médicos aos portugueses saiu extraordinariamente reforçado”.

O desempenho económico-financeiro “rigoroso” permitiu fechar o ano com resultados positivos acima de 152 mil euros, num quadro em que a atividade da UMP aumentou significativamente, no plano institucional, no crescimento e desenvolvimento da organização, na capacitação do Movimento e na valorização da sua imagem e da sua história.
“2021 foi um ano de grande exigência, mas com trabalho, persistência e algum engenho transformaram-se dificuldades em oportunidades e cremos que, um ano depois, a UMP e o próprio Movimento Mutualista estão mais fortes”, referiu Luís Alberto Silva, na apresentação do relatório de gestão às associadas.

Na sessão de abertura, a Vice-Presidente da Câmara Municipal da Maia, Emília Santos, que tem a seu cargo os pelouros da Educação e Ciência, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Demografia na autarquia, considerou que a sua presença nesta Assembleia representava o “reconhecimento de todo o trabalho e energia que é emprestada à causa do desenvolvimento social por cada uma das mutualidades”.

Em representação da Associação Mutualista de Moreira da Maia, que acolheu os participantes, Laurinda Alves realçou o percurso histórico da instituição e o “trabalho exemplar” que desenvolve em prol dos seus Associados e na comunidade, nomeadamente concedendo acesso a uma rede de bens e serviços protocolados, a assistência médica na Liga das Associações Mutualistas do Porto, apoio jurídico e subsídio de funeral.

Tendo em conta a urgência de uma nova geração de equipamentos e respostas ao envelhecimento da população, à infância, à conciliação da vida pessoal, familiar e profissional e ao fenómeno das migrações, a UMP tem sensibilizado as mutualidades para a importância de estarem atentas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Este instrumento de financiamento que reserva apoios específicos ao setor social estará em cima da mesa na Reunião Anual de Presidentes Mutualistas, que decorrerá no dia 29 de janeiro, a partir das 9h30, na Mealhada, na qual intervirá António Costa e Silva, coordenador da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR.

Na mesma altura, os presidentes mutualistas vão analisar e refletir sobre as principais conclusões do Estudo de Caracterização do Movimento Mutualista em Portugal, que, além de um retrato do seu impacto junto dos portugueses, apresenta um plano prospetivo para o papel que o mutualismo pode desempenhar nos desafios societais emergentes.
O evento termina com a entrega do livro “História do Mutualismo nas Ex-Colónias Portuguesas“, editado pela UMP, e a sessão de autógrafos com os autores Joana Dias Pereira e Rui Henriques, investigadores da Universidade Nova de Lisboa.

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