A Primeira República (Até 1926)

Durante este período, o mutualismo tornou-se a tipologia associativa com maior número de
membros, atingindo o seu auge no primeiro pós-guerra, com mais de meio milhão de
associados.
Este crescimento foi acompanhado por uma fase de maturidade política marcada pela
chamada “Era dos Congressos”, na qual o movimento se destacou pela realização de
congressos nacionais que reivindicavam a liberdade associativa e a representação das
associações nos órgãos de decisão política.
Paralelamente, verificou-se uma importante transição de paradigma: inicialmente baseado na
iniciativa privada, o movimento passou a defender a intervenção e o apoio do Estado na
proteção social. Essa mudança ficou particularmente evidente no Congresso Nacional das
Mutualidades de 1911, onde foi aprovado um programa ambicioso de previdência social (livre
e obrigatória), que previa contribuições do Estado e do patronato, antecipando modelos
modernos de segurança social.
Este percurso de afirmação ficou marcado em 1916, pelo congresso mutualista em que
defendeu abertamente a subvenção estatal, argumentando que Portugal deveria seguir o
exemplo de “povos cultos” que investiam na previdência social.

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