O Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, considera que “o país teria muito a beneficiar com uma parceria mais profunda e abrangente entre o Estado e as Mutualidades nos domínios da saúde e da previdência social”.
Ouvido pelos deputados do PSD da Comissão Parlamentar do Trabalho e Segurança Social, a pedido destes, Luís Alberto Silva defendeu que “assim como o setor social desenvolve uma parceria virtuosa com o Estado na prossecução de respostas sociais à infância, aos idosos e aos cidadãos mais vulneráveis, poderia abraçar outras áreas de cooperação”, num contexto de dificuldades para o Serviço Nacional de Saúde e dos problemas de sustentabilidade futura da Segurança social.
O Presidente da União das Mutualidades Portuguesas explicou que é difícil compreender que perante os enormes constrangimentos no acesso dos portugueses ao Serviço Nacional de Saúde, o Estado abdique da capacidade instalada no setor social e mantenha os bloqueios crónicos à prescrição de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, a novas convenções para especialidades médicas, ou à abertura de novas farmácias sociais.
Para além de uma avaliação das políticas públicas, nomeadamente para a infância e os idosos, aos acordos de cooperação para as respostas sociais e ao Plano de Recuperação e Resiliência, fez sentir aos deputados do PSD a necessidade da revisão do estatuto fiscal das entidades da economia social.




