120 anos após a sua fundação, a Associação de Socorros Mútuos Fúnebre Nosso Senhor dos Aflitos de Valadares continua, em pleno século XXI, a contribuir para a afirmação do mutualismo como um modelo de proteção social moderno e indispensável.
A instituição celebrou o seu 120.º Aniversário, com o descerrar da bandeira e uma sessão comemorativa em que se vincou o papel insubstituível que desempenha, na prestação de cuidados de saúde aos associados e à comunidade.
O rejuvenescimento da Associação é o grande desafio que Onofre Marques, Presidente da Associação, assumiu perante os associados e os convidados, tendo em conta a diminuição do tecido associativo nos últimos anos, em consequência da pandemia. Cativar mais associados e mais jovens e trabalhar na melhoria das instalações, que permita criar mais especialidades médicas e a dinamização de mais serviços, é o grande desígnio declarado pelo Dirigente.
Intervindo na sessão comemorativa, o Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, felicitou a Associação por se manter fiel aos princípios e valores da sua fundação e por se mostrar comprometida com o futuro.
“É uma instituição que percebe a urgência de melhorar e alargar as suas instalações; de ir mais longe na prestação de cuidados de saúde e de atrair jovens, para assegurar a continuidade do grandioso trabalho desenvolvido nestes 120 anos de história”, afirmou, acrescentando que, enquanto entidade do setor social, “a Associação precisa do apoio de todos”.
Sobre a melhoria das instalações e dirigindo-se a Dário Silva, Vereador das Finanças da Câmara de Gaia, que também tutela os equipamentos e serviços de saúde no Município, acrescentaria que as autarquias “deveriam dar as mãos e ajudar esta instituição e estes Dirigentes que tanto de si dão a Valadares e à comunidade do Concelho, sem receber nada em troca”.
Dário Silva destacou a proximidade que a Câmara Municipal tem procurado manter com o associativismo e sublinhou o papel que a associação mutualista de Valadares tem desenvolvido.
O autarca não deixou de felicitar a União das Mutualidades Portuguesas por ter a preocupação de percorrer os diferentes municípios no sentido de se inteirar das suas necessidades no âmbito social e procurar que as associações mutualistas possam ajudar a resolvê-las.




