O programa anunciado pelo governo, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), reserva 3,4 milhões de euros para a formação de profissionais do setor social. Esta é apenas uma parte do investimento total de 285 milhões de euros destinados à criação de sete novos centros de formação e requalificação de mais de 60 mil trabalhadores nas áreas da transição digital, modernização da indústria, ambiente e energias renováveis, saúde e do setor social, anualmente. De acordo com Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, objetivo é chegar, em 2025, ao patamar dos 100 mil profissionais com certificação de competências.
Com morada nas regiões do Tâmega e Vale do Sousa, Leiria, Lisboa Norte, Alentejo Litoral e Algarve, os polos de formação receberão um financiamento de cerca de 230 milhões de euros, divididos entre os sete novos centros (81,7 milhões de euros) e os 55 já existentes (148 milhões de euros), avança o Jornal de Notícias.
Esta aposta do governo na qualificação profissional foi anunciada na terça-feira, 7 de setembro, aquando da sessão de assinatura do Contrato da Modernização dos Centros de Formação Profissional e do Acelerador Qualifica, no âmbito do PRR, realizada no Centro Profissional de Alverca. Durante a cerimónia, o primeiro-ministro afirmou que a assinatura deste documento é um “passo muito importante” na “ambição de cumprir bem e a tempo e horas as verbas disponibilizadas para o PRR”.
Costa defendeu ainda que os portugueses deverão sair com uma maior formação desta crise, pois “a inovação e as qualificações” são fulcrais no desenvolvimento do país. “Quando dizemos que queremos sair desta crise mais fortes do que aquilo que estávamos, nós queremos também sair desta crise mais qualificados do que aquilo que éramos no início desta crise”, afirmou o dirigente, acrescentando que “investir nas qualificações é absolutamente central”.
O programa é destinado aos que pretendam aumentar o seu nível de escolaridade, submetendo-se à participação numa formação de, no mínimo, 50 horas. Será concedido um apoio de 548 euros mensais, por pessoa.
No evento, estiveram ainda presentes o Ministro do Planeamento, Nelson de Souza, e o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues




