JMR’19: "Capacitação do Movimento Mutualista é fundamental para construir organizações fortes e eficientes"

JMR RAMALDE 1000

 

O Presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva considera que a capacitação do Movimento Mutualista é “fundamental” para construir “organizações fortes, sustentáveis, ágeis e eficientes na resposta aos novos desafios da sociedade moderna”.

Intervindo na abertura da primeira edição das Jornadas Mutualistas Regionais 2019, dedicada ao Planeamento Estratégico, que juntou, em Ramalde, no Porto, cerca de meia centena de dirigentes, técnicos e colaboradores das mutualidades do norte do país, o dirigente sublinhou a alteração no formato do evento, que lhe conferiu um conceito eminentemente formativo.

Com a ação em Planeamento Estratégico, a União das Mutualidades Portuguesas inicia um ciclo de formações, que vai pelo menos até 2020, em diferentes áreas-chave da gestão e organização das Associações Mutualistas e das Entidades da Economia Social.

A escolha do tema do Planeamento Estratégico resultou do inquérito às necessidades formativas das Associações Mutualistas promovido na Reunião Anual de Presidentes Mutualistas de janeiro último. Com uma duração de sete horas, e válida para a contabilização das horas de formação obrigatórias previstas no Código do Trabalho, a formação foi ministrada por Ana Sofia Costa, Docente do Ensino Superior no ISCIA, com experiência no terreno das organizações sociais.

O conceito de planeamento estratégico, a sua importância na gestão das instituições, do pensamento estratégico ao plano, os passos e as ferramentas de implementação, foram questões abordadas e que centraram as atenções dos participantes.

A ação decorreu na sede da Junta de Freguesia de Ramalde e contou, na sessão de abertura, com a participação do Presidente da Junta, António Gouveia, e do Presidente da Direção da Restauradora de Ramalde – Associação Mutualista, Manuel Valentim, e Délio Carqueijo, da Direção do ISCIA (Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração).

Manuel Valentim agradeceu a colaboração da Junta de Freguesia de Ramalde pela cedência das suas instalações para a realização desta sessão e pelo apoio que tem dado à Restauradora de Ramalde.

António Gouveia considerou que o Mutualismo “deve ser revalorizado e reequacionado”, depois de vários modelos económicos e de proteção social terem "falhado". Em seu entender "o cooperativismo e o mutualismo serão boas soluções", numa altura em que se coloca o desafio do envelhecimento da população, que obriga a sociedade a encontrar mecanismos para "olhar pelos mais velhos".

Délio Carquejo, que representou o ISCIA, entidade que possui uma Pós-graduação em Estratégias e Gestão de Organizações da Economia Social, realçou que estas Jornadas resultam de um “casamento perfeito entre o que o Mutualismo precisa e o que as instituições de ensino superior podem dar”.

As Jornadas Mutualistas Regionais prosseguem esta terça-feira, em Almada, nas instalações da Associação de Socorros Mútuos 1º de Dezembro.